5 COISAS SOBRE O PROCESSO
1- A segunda etapa do processo criativo de SEM OSSO, na qual aprofundamos a pesquisa dramatúrgica e fechamos algumas escolhas criativas e de movimento, aconteceram no Centro de Dança do DF, e atualmente ocorrem no Espaço Cartas, na Asa Norte.
2- O título escolhido para o trabalho é um flerte com o conceito "corpo sem órgãos" de Artaud/ Deleuze/Gattari. O osso que é alicerce estrutural do corpo, o que fica do corpo, o que falta no corpo dos invertebrados, cujos movimentos informam uma percepção de organicidade, mas também é um flerte com a memória emotiva da intérprete Lívia Bennet, que tem a lembrança de sempre, ao se mover, suscitar nas pessoas o comentário: PARECE QUE NÃO TEM OSSO.
3- O fomento dos materiais de movimento, ou coreográficos, se dá por meio de improvisações nas quais a intérprete é conduzida a investigar e potencializar a organicidade do próprio corpo e movimentos, buscando dilatar os limites de seus modos já orgânicos de mover, atritando padrões, hábitos e escolhas.
4- Durante o processo criativo, a trilha dos ensaios é compilada. Músicas escolhidas cuja construção se dá na relação/tensão entre sons eletrônicos e sons orgânicos, que elaboram uma paisagem sonora sensorial e hipnotizante, como , por exemplo, músicas de Seefeel, Cucina Povera, Lucrecia Dalt, entre outras. No entanto, pretende-se que a trilha sonora final seja original ou que sofra bastantes interferências criativas do Dj Quizzik (artista responsável pela trilha sonora final) e até das vocalidades da intérprete.
5- SEM OSSO é o primeiro solo da intéprete Lívia Bennet, que tem larga experiência nos palcos, tendo dançado para diversos grupos de Brasilia, entre eles o baSirah, a Foco cia. de dança e o dançapequena.

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